A colocação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho existe no Brasil há mais de 60 anos. A Lei de Cotas tem 35 anos e é uma conquista importante, que ainda precisamos defender.
Só que quem conseguia entrar eram, quase sempre, pessoas com deficiência leve. Quem tinha deficiência severa ou maior comprometimento ficava de fora. Sempre.
Não por falta de lei. Não por falta de esforço da família. O modelo tradicional simplesmente pedia a coisa errada: que a pessoa se preparasse primeiro, fizesse um curso, fosse para uma instituição e se moldasse ao trabalho.
E o preparo nunca terminava.